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Caraibeiras está sem água: onde está o problema e quem vai responder?
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Caraibeiras está sem água: onde está o problema e quem vai responder?

O que os moradores estão relatando

Portal Caraibeiras 05/09/2026 às 02:01 8.00 visualizações
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A população de Caraibeiras, distrito de Tacaratu, está enfrentando uma situação que não pode mais ser tratada como normal: torneiras secas, famílias esperando semanas pelo abastecimento e dúvidas sobre o destino da água que deveria chegar à comunidade.

O que os moradores estão relatando


Segundo relatos de funcionários que trabalham na distribuição de água em Caraibeiras, a bomba da estação de tratamento de água (ETA), em Jatobá, estaria enviando pouco mais de 40 mil litros de água por hora para o centro de distribuição do distrito. Entretanto, conforme esses relatos, apenas cerca de 10 mil litros por hora estariam chegando ao destino.

Se esses números forem confirmados por medição técnica, a diferença seria de aproximadamente 30 mil litros por hora — cerca de 75% do volume informado na saída.

⚠️ É importante esclarecer: até o momento, não localizei uma medição pública independente que comprove esse desvio específico. Portanto, o correto é tratar essa informação como uma denúncia que precisa ser investigada, e não como um fato já comprovado.

💧 O que a pesquisa encontrou


A situação não é nova. Em 2021, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco publicou uma reportagem sobre os problemas de abastecimento em Tacaratu. Na ocasião, moradores relatavam passar até 10 dias sem água nas torneiras, enquanto o município discutia seu Plano Municipal de Saneamento Básico.

O próprio diagnóstico do saneamento de Jatobá, elaborado com informações da Compesa, registra que a adutora entre Jatobá e Caraibeiras/Tacaratu abastece comunidades ao longo do percurso. O documento também informa que, a partir do reservatório elevado de Caraibeiras, a água é bombeada para Tacaratu, Olho d’Água do Bruno e outras localidades.

Em 2025, a Compesa informou que o sistema que atende Tacaratu e Caraibeiras havia voltado a operar com sua capacidade total, com vazão máxima de 42 litros por segundo, após reparos no conjunto motobomba da estação elevatória de Jatobá. Isso equivale a aproximadamente 151 mil litros por hora — um número que mostra a importância de verificar, com instrumentos, quanto efetivamente sai da estação e quanto chega ao centro de distribuição.

Já em abril de 2026, uma ação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Compesa informou ter recuperado cerca de 23 litros por segundo, ou aproximadamente 2 milhões de litros de água por dia, após o combate a ligações clandestinas no sistema Jatobá–Tacaratu. A operação reforça que existem problemas de distribuição e que o combate a desvios e ligações irregulares precisa fazer parte da solução. Mas essa informação, sozinha, não comprova que o desvio relatado atualmente seja causado por essas mesmas ligações.

❓ A pergunta que precisa ser respondida


Se a água está sendo bombeada, por que tantas famílias continuam sem abastecimento?

Moradores relatam ruas que passam mais de 30 dias sem receber uma gota de água, enquanto outras ficam 15 ou 20 dias esperando. São relatos que precisam ser registrados, conferidos e cobrados publicamente.

Não é razoável que uma população tenha de conviver com a incerteza de quando poderá tomar banho, lavar roupa, cozinhar ou simplesmente abrir a torneira e encontrar água.

🏛️ Cadê as autoridades?


Cadê a Compesa? Cadê o prefeito? Cadê os vereadores? Cadê os representantes políticos da região?

A população não precisa apenas de promessas de que o abastecimento será normalizado. Precisa de respostas, fiscalização e solução.

É necessário esclarecer:

Qual é a vazão real que sai da ETA de Jatobá?
Quanto chega ao centro de distribuição de Caraibeiras?
Existem medidores funcionando nos pontos de saída e chegada?
Há perdas, vazamentos ou ligações clandestinas no percurso?
Quais comunidades são abastecidas pela mesma adutora?
Qual é o calendário oficial de abastecimento?
Quem será responsabilizado caso seja comprovado desvio de água?
Por que a população continua passando tantos dias sem água?
📢 O que a população deve cobrar
A comunidade precisa exigir uma vistoria técnica na adutora, com medição da vazão na saída e na chegada, identificação de possíveis desvios e divulgação dos resultados.

Água é um direito básico. Não é favor de político, não é moeda de troca e não pode ser tratada como privilégio.

Caraibeiras merece respeito. Merece água nas torneiras. Merece que os responsáveis pelo abastecimento expliquem o que está acontecendo e apresentem uma solução definitiva.

Chega de esperar. A população precisa de respostas e de água!

📰 Fontes consultadas
Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco — “Sem água por dias, moradores de Tacaratu enxergam no PMSB uma solução para a situação da falta de água”
Plano Municipal de Saneamento Básico de Jatobá — Diagnóstico da Situação de Saneamento Básico
Ministério da Integração — Sistema de abastecimento de água beneficiará sertão pernambucano
Blog do Didi Galvão — Compesa informa que o sistema de abastecimento voltou a operar com capacidade total
Petrolândia Notícias — Ação integrada recupera 2 milhões de litros de água por dia

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